sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Os olhos de Jesus!


Existe olhos mais bonitos?
Os Olhos de Jesus Cristo
Pode haver olhar mais terno, doce, e cheio de amor?

Olhos que enxergam todas as tristezas e aflições, mas jamais condenam.

Olhos que penetram as fibras de todo nosso ser e o cantinho mais distante de nossos corações.

Olhos que muitas vezes derramam lágrimas de compaixão e profunda compreensão.

Olhos que se rejubilam ao perceber que estamos percorrendo o caminho de volta aos braços do Pai.

Olhos que nos acompanham em todos os momentos, nos sustentando, possibilitando o fortalecimento dos nossos alicerces internos.

Olhos, cheios de luz e que iluminam a estrada de nossas vidas.


***

Olhos de Jesus:

Luz que Transforma
A manhã apenas despertara e o
homem se levantou.
Na tristeza com que se sentia
envolvido, olhou para a filha
doente, que gemia no leito pobre.
A esposa dormia e ele se preparou
para sair antes que ela despertasse,
com o mau humor habitual.
Seu rumo era o mercado, onde ele
recolhia os frutos desprezados
por aqueles que têm em demasia
e desconhecem a dor do
estômago vazio.
Um movimento inesperado,
no entanto, lhe chamou a atenção.
Eram gritos, correria.
O povo se acotovelava formando
um cortejo barulhento.
Soldados da Roma dominadora e
audaciosa conduziam um
condenado à morte.
O homem parou a observar aquela
cena e pensou que aquele
prisioneiro era mais infeliz
do que ele próprio.
Suas dores eram morais:
doíam por dentro.
Mas aquela criatura se apresentava
machucada, sem forças, a carregar
sobre os ombros um madeiro
bruto e pesado.
Seus passos eram vagarosos, como
num compasso de sinfonia fúnebre.
Arcado, a túnica que vestia
se arrastava pelo chão,
embaraçando-lhe os pés,
dificultando-lhe, ainda
mais, o caminhar.
O cireneu estava extático.
O homem estava sendo conduzido
para o terrível suplício da cruz.
Era, sim, muito mais infeliz que
ele próprio.
Nisto, a voz áspera de um dos
soldados lhe ordenou auxiliar o
condenado que caíra.
Não que o soldado se condoesse
da sua dificuldade.
É que tinha pressa de se
desvencilhar daquela tarefa.
O homem foi praticamente jogado
para debaixo daquela madeira
bruta, cheia de farpas.
Colocou o ombro ao lado do
condenado e suspendeu o peso.
Sentiu uma dor profunda nos
ombros e o olhar do auxiliado
o penetrou.
Eram dois olhos de luz estampados
numa face de sofrimento.
Jamais o cireneu haveria de
esquecer aquele olhar.
A dor do ombro aumentava.
Logo adiante, o prisioneiro
voltou a tropeçar e cair e as
chicotadas da brutalidade o
fizeram levantar-se.
Um pouco mais de tempo e o
cireneu livrou-se do peso.
Agora o madeiro se transformara
na cruz erguida para crucificar
o condenado.
Aquele homem de cirene,
conhecido como cireneu,
aguardou que a morte do
crucificado se consumasse.
Algo nele o atraía, magnetizava-o.
Quando tudo terminou foi para
casa e, porque chegou de mãos
vazias, a esposa o repreendeu.
Ele não revidou.
Uma paz diferente tomava
conta dele.
A filha veio correndo e o abraçou:
Estou boa, papai!
O homem recordou aqueles dois
olhos azuis que agradeceram
seu auxílio, sem nada dizer.
Um perfume sem igual penetrou
o lar pobre.
A mulher se enterneceu.
Uma delicada e sutil presença
podia ser sentida pelos três.
A vida do cireneu se transformou.
Apesar das lutas e dissabores,
nunca mais o fantasma do
desespero fez morada em
sua casa.
Curioso, no dia seguinte,
foi perguntar a respeito
da identidade do condenado.
Descobriu que ele se chamava
Jesus de Nazaré.

Ver com os Olhos de Jesus - VER, OUVIR E FALAR






VER, OUVIR E FALAR

Mariana Louzada Eler de Araújo


Oh! Senhor, eu preciso ver
Abri-me os olhos, com certeza
Para sempre de contemplar
E enxergar Tua beleza!


Oh! Senhor, eu preciso ouvir
Abre-me os ouvidos e desbrava
Porque a fé vem do ouvir,
E o ouvir da Tua Palavra!

Oh! Senhor eu preciso falar
Abre-me a boca para dizer
Coisas lindas e maravilhosas,
E com os lábios te bendizer


Quero ver Tuas maravilhas,
Ter os ouvidos sempre atentos,
E lábios prontos para falar,
E ensinar Teus mandamentos.




***
Seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. (João 4:27) Leia: João 4:1-9, 27

As pessoas idosas não podem enxergar tão bem quanto antes. Lêem com dificuldade e já não conseguem mais observar certos detalhes.

A Bíblia mostra que nós, que freqüentamos a igreja há muito tempo, devemos dar mais atenção aos nossos olhos espirituais. Talvez não estejamos vendo o que Jesus quer que vejamos.


Ele levou seus discípulos para uma região para onde judeus não viajavam. Havia muito preconceito entre judeus e samaritanos. Esses dois grupos freqüentemente odiavam um ao outro. Jesus sentou perto de um poço, enquanto seus discípulos foram buscar comida em um vilarejo próximo. Quando voltaram, viram-no conversando com uma mulher a respeito de coisas espirituais e ficaram surpresos. Jesus ensinou aos seus discípulos uma lição a respeito da visão.

Apesar de terem passado pela mulher no caminho para o vilarejo, não a viram de verdade. É incrível o que não vemos quando não estamos atentos. Eles deixaram passar a terra fértil, que estava pronta para a colheita. Vamos pedir a Deus hoje para abrir nossos olhos para ver as pessoas com os olhos de Jesus, com olhos de compaixão e amor. Não há uma pessoa sequer que veremos hoje que não seja amada por Deus.

Pai, dá-nos os olhos de Jesus para vermos as pessoas com compaixão e amor. Que possamos ver as pessoas a quem tu queres abençoar, confortar e salvar, através dos nossos olhos de amor.

Vê-la feliz



William Vicente Borges


Quero tirá-la daí
Quero te dar uma nova vida.
Quero te fazer feliz.

Quero trazê-la para o meu meio,
Ver você sorrindo o tempo todo
Se, mais nada para esconder.

Quero vê-la rolar em lençóis macios,
Limpos, novos, e só teus.
E te encher de flores por todos os lados.

Quero tocar em teu rosto e ver
Nos teus olhos que você finalmente
Se sente amada.

Quero tantas coisas pra você,
Há se eu pudesse fazer.
Há se você quisesse ter.

Quem sabe, sei lá, num destes dias
Em que agente acorda mais louco,
Fizéssemos de verdade o que queremos.

Sem medo de ser feliz,
Sem medo das conseqüências,
Sem se importar com outros.

Quero com isso tudo apenas te dizer:
Não importa com quem, não importa
onde ou quando.
Só preciso, apenas, vê-la feliz.

Quando dobro os meus joelhos



William Vicente Borges


Quando dobro os meus joelhos
para conversar com Deus, piso
Em todas as minhas desesperanças.

Quando dobro os meus joelhos
para conversar com Deus, sinto
todos os meus temores fugirem.

Quando dobro os meus joelhos
para conversar com Deus, morrem
todas as oportunidades de fracasso.

Quando dobro os meus joelhos
para conversar com Deus, deixo
os meus ouvidos bem abertos.

Pois quando dobro os meus joelhos
para conversar com Deus, encontro
um amigo que também fala comigo.

Assim como eu vos amei






Assim como eu vos amei
William Vicente Borges


Jesus perdoa meu coração teimoso.
Que nunca se esquece de pecar.
E como ele se mostra impetuoso,
em querer se mascarar.
Jesus sou teu servo mais maltrapilho.
Na vida só tenho dado passos atrás.
Tenho vergonha de ser chamado teu filho.
No teu rosto não quero olhar jamais.
Mas meu Jesus rico em misericórdia.
Confesso que não sei viver sem teu amor.
E promovo em minha alma a discórdia,
e me infrinjo pela espada a dor.
Pois para aonde irei eu se não for em tua direção?
Por mais que seja imperfeito e mal,
minha alma anseia pelo repouso em tua mão.
E segue como os príncipes a estrela como sinal.
Tu disseste num dia a mais da tua graça.
“Assim como eu vos amei”.
E como teu amor a todos, sem distinção, abraça.
Recebe-me e conserta tudo o que atrapalhei.
Eu cantarei então por todo o mundo.
Como é tão grande a tua salvação.
Pois tu és aquele que lava o imundo
e dá a ele uma nova direção.

Acorde sorrindo






William Vicente Borges


Você pode ter uma lágrima

pronta pra cair ao dormir.

Mas quando dia amanhecer

acorde sorrindo, pois um

milagre vai acontecer.




Você pode ter o travesseiro

molhado pela dor da solidão.

Mas quando o sol bater na janela,

acorde sorrindo, pois um grande

amor despertará teu coração.



Você pode ter estar indo dormir

lamentando uma decepção.

Mas quando o galo cantar feliz,

acorde sorrindo, pois dirá logo

que é a você que sempre quis.




Você pode estar com insônia

e só dormir um bocadinho.

Mas quando a lua se despedir,

acorde sorrindo, pois o bom Deus

te envolverá com seu carinho.



Não importa o tamanho da tristeza

que te levou pra cama esta noite.

Quando pela manhã o passarinho cantar.

Acorde sorrindo, pois com o novo dia

nasce a esperança de quem sabe acreditar.

FOMOS CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS





A fé e as obras caminham juntas. Somos salvos pela fé, para as obras. Não somos salvos pelas obras nem pela fé mais as obras. Não cooperamos com Deus na nossa salvação. Recebemo-la gratuitamente. Somos salvos por Cristo mediante a fé para a prática das boas obras. As obras não são a causa da nossa salvação, mas a evidência dela. A fé é a causa instrumental da nossa salvação e; as obras, o resultado visível dela.

Há dois perigos quanto a este assunto. O primeiro deles é a prática das boas obras em substituição à fé em Cristo. Muitas pessoas tentam comprar a salvação com suas obras. Pensam que podem chegar a Deus pelo mérito de suas obras. Isso é um engano. A Bíblia é clara e peremptória em afirmar que pelas obras da lei ninguém pode ser justificado diante de Deus. Essa tola pretensão, além do mais, anularia por completo o perfeito, cabal e substitutivo sacrifício de Cristo na cruz. O segundo perigo é imaginar que a fé pode ser legítima sem obras. A Bíblia diz que a fé sem as obras é morta. Fomos criados em Cristo para as boas obras. Cristo morreu na cruz para formar um povo zeloso de boas obras. Somos justificados diante de Deus pela fé, mas demonstramos esse fato diante dos homens pelas obras.

Destacamos, portanto, quatro pontos importantes, para a nossa reflexão.

Quando praticamos boas obras refletimos a imagem do nosso Deus – Deus é gracioso e bom para com todos. Ele envia sua chuva e seu sol para os bons e maus. Toda a terra está cheia da sua bondade. De igual forma, devemos fazer o bem a todos. Não podemos fazer acepção de pessoas. Devemos ser generosos para com todos, inclusive abençoando e orando pelos nossos próprios inimigos.

Quando praticamos boas obras demonstramos que fazemos parte da família de Deus – Se Cristo morreu para formar um povo zeloso de boas obras, então, quando praticamos essas boas obras demonstramos que, de fato, pertencemos a esse povo. A Bíblia diz que não podemos amar a Deus sem amar o próximo. O nosso amor não deve ser apenas de palavras, mas traduzido em obras. Amor não é sentimento, é ação. Quem ama dá, distribui, reparte. Deus amou o mundo e deu o seu Filho Unigênito. O amor se evidencia pelas obras e não apenas pelas palavras. Não somos apenas o que falamos, mas, sobretudo, o que fazemos. Demonstramos que fazemos parte da família de Deus quando temos o coração aberto e as mãos abertas para as boas obras.

Quando praticamos boas obras demonstramos obediência a Deus – A nossa luz deve brilhar diante dos homens para que eles vejam as nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai que está nos céus. O apóstolo Paulo, o maior teólogo, evangelista e missionário da igreja primitiva se empenhou em levar o evangelho aos confins da terra sem esquecer-se dos pobres. Paulo nunca separou evangelização da prática das boas obras. Evangelização e ação social caminham juntas, pois Deus ama o homem integral, ou seja, corpo e alma. A evangelização sem a ação social produziu a teologia pietista que se importava com a alma e não com o corpo. A ação social sem a evangelização desembocou na teologia da libertação, que se importa com o corpo e não com a alma. Ambas as posições estão em desacordo com a Palavra de Deus. Na verdade, não devemos separar o que Deus uniu.

Quando praticamos boas obras demonstramos amor ao próximo e gratidão a Deus – O amor apenas de palavras é uma caricatura barata do verdadeiro amor. Somente evidenciamos amor ao próximo, quando o socorremos em suas aflições e quando lhe estendemos a mão em suas necessidades. Nossa motivação mais sublime, porém, em viver uma vida zelosa na prática das boas obras é demonstrar nossa gratidão a Deus pela sua generosa graça e sua gratuita salvação. Não praticamos boas obras para exaltar a nós mesmos, mas para glorificar a Deus. A exaltação e a glorificação do nome de Deus deve ser o vetor principal a reger nossa vida agora e eternamente.


Rev. Hernandes Dias Lopes